Ministério da Economia (Brasil)





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Ministério da Economia

Esplanada dos Ministérios, Bloco P - Brasília
economia.gov.br

Criação

1 de janeiro de 2019 (2 meses)

Ministério da Fazenda, durante protestos contra as reformas trabalhistas e da Previdência Social. Foto:Marcelo Camargo/ABr
Ministério da Fazenda, durante protestos contra as reformas trabalhistas e da Previdência Social.
Foto:Marcelo Camargo/ABr

Atual ministro

Paulo Roberto Nunes Guedes

Orçamento

R$ 38,6 bilhões (2015) - incluindo orçamento de investimento (R$ 6,6 bilhões) [1]



O Ministério da Economia (ME) é o órgão que, na estrutura administrativa do Brasil, cuida da formulação e execução da política econômica nacional, da administração financeira da União, por meio de sua Secretaria do Tesouro Nacional, Secretaria da Fazenda, Secretaria de Planejamento, Secretaria de Previdência e Receita Federal, Secretaria de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Secretaria de Desestatização e Desmobilização, Secretaria de Competitividade e Produtividade e Administração Superior da Estrutura Fiscal Federal,[2][3] por meio de sua Secretaria da Receita Federal. Sua autoridade superior é o ministro de Estado da Economia.[4][5][6][7].


Passou a se chamar Ministério da Economia (ME) a partir de 1 de janeiro de 2019 através de decreto do presidente da República Jair Bolsonaro.[8] através da Medida Provisória 870/2019. Com ele, o MF, o MP, o MDIC e o MTrab foram transformados no ME e suas funções foram por ele absorvidas.[8]




Índice






  • 1 Antecendentes


    • 1.1 Denominações ao longo dos anos




  • 2 Estrutura organizacional


    • 2.1 Órgãos Específicos Singulares


    • 2.2 Órgãos Colegiados


    • 2.3 Entidades vinculadas


      • 2.3.1 Autarquias


      • 2.3.2 Empresas públicas


      • 2.3.3 Sociedades de Economia Mista






  • 3 Referências





Antecendentes |


Antes do atual Ministério da Economia a pasta teve outros oito nomes. Tem origem na situação criada pela chegada da Corte de Lisboa ao Brasil em 1808 com a transformação da colônia em sede da metrópole, exigindo uma nova organização local das finanças públicas. Ciente dessa necessidade, o príncipe regente, Dom João, por meio do Alvará de 28 de junho de 1808, criou o Erário Régio e o Conselho de Fazenda, com a finalidade de centralizar todos os negócios pertencentes à arrecadação, distribuição e administração da Real Fazenda.[9][10] Implantado por Dom Fernando José de Portugal, o Erário Régio operou inicialmente nos moldes do Real Erário de Lisboa e transferiu temporariamente o poder decisório sobre as finanças da Coroa para o Brasil. Apesar de constituir, durante o período colonial, um aparelho simplificado de administração, representou o primeiro núcleo central de estruturação fazendária, o qual deu origem ao atual Ministério da Fazenda.


A denominação "Ministério da Fazenda" só foi oficialmente adotada em 1891, durante o Governo de Deodoro da Fonseca, com a implantação da República. A esse respeito, cabe assinalar que o nome "Fazenda" entrou em uso no Brasil para designar os haveres, bens e produtos de crédito e contribuição, assim como a renda da nação. Como estes recursos eram providos principalmente das sesmarias, terras destinadas à produção, o termo tomou, então, o significado de finanças.Ruy Barbosa, o primeiro titular da Pasta no período da República, foi responsável por uma reforma monetária e bancária, com a intenção de deslocar o eixo da economia brasileira da agricultura para a indústria, abandonando o lastro-ouro e fomentando a organização de empresas pelo sistema bancário.


Em 30 de outubro de 2018 foi anunciado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para o Ministério da Economia, a ser criado com a fusão dos ministérios da Fazenda, do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.[8] o que ocorreu a partir de 1 de janeiro de 2019 através da Medida Provisória 870/2019,[8] sendo assim suas funções por ele absorvidas.[8]



Denominações ao longo dos anos |



  • 1808 - Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Brasil e da Fazenda e Presidente do Real Erário[9]

  • 1821 - Ministro e Secretário dos Negócios da Fazenda e Presidente do Tesouro Público

  • 1831 - Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Fazenda e Presidente do Tribunal do Tesouro Público Nacional

  • 1891 - Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Fazenda e Presidente do Tribunal do Tesouro Nacional

  • 1893 - Ministro de Estado dos Negócios da Fazenda

  • 1968 - Ministro de Estado da Fazenda

  • 1990 - Ministro de Estado da Economia, Fazenda e Planejamento.

  • 1992 - Ministro de Estado da Fazenda.

  • 2019 - Ministro de Estado da Economia.



Estrutura organizacional |


Apesar da pasta estar em fase de organização, consta abaixo alguns órgãos que ela vai absorver.




  • Gabinete do Ministro da Fazenda (GMF)[11]

  • Ouvidoria-Geral do Ministério da Fazenda


  • Secretaria Executiva (SE)


  • Subsecretaria para Assuntos Econômicos (SPAE)


  • Subsecretaria de Gestão Estratégica (SGE)


  • Subsecretaria de Planejamento, Orçamento e Administração (SPOA)



Órgãos Específicos Singulares |




  • Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB)[11]


  • Secretaria de Política Econômica (SPE)


  • Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE)


  • Secretaria do Tesouro Nacional (STN)


  • Secretaria de Assuntos Internacionais (SAIN)


  • Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN)


  • Escola de Administração Fazendária (ESAF)



Órgãos Colegiados |




  • Conselho Monetário Nacional (CMN)[11]


  • Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ)


  • Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN)


  • Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP)


  • Conselho de Recursos do Sistema Nacional de Seguros Privados, de Previdência Aberta e de Capitalização (CRSNSP)


  • Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF)


  • Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF)


  • Comitê Brasileiro de Nomenclatura (CBN)


  • Comitê de Avaliação de Créditos ao Exterior (COMACE)

  • Comitê Coordenação Gerencial das Instituições Financeiras Públicas

  • Comitê Gestor do Simples Nacional



Entidades vinculadas |



Autarquias |




  • Comissão de Valores Mobiliários (CVM)[11]


  • Superintendência de Seguros Privados (Susep)


  • Banco Central do Brasil (BACEN)



Empresas públicas |




  • Casa da Moeda do Brasil (CMB)[11]


  • Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro)


  • Caixa Econômica Federal (CEF)


  • Empresa Gestora de Ativos (EMGEA)



Sociedades de Economia Mista |




  • Banco do Brasil (BB)[11]


  • Instituto de Resseguros do Brasil (IRB)


  • Banco da Amazônia (BASA)


  • Banco do Nordeste do Brasil (BNB)



Referências




  1. Portal Orçamento (outubro de 2014). «Projeto de Lei Orçamentária para 2015» (PDF). Senado federal. p. 23—24. Consultado em 3 de janeiro de 2015 


  2. Maria Rita Loureiro, Fernando Luiz Abrucio e Carlos Alberto Rosa (1998). «Radiografia da alta burocracia federal brasileira: o caso do Ministério da Fazenda». Revista do Serviço Público. ISSN 2357-8017. Consultado em 1 de março de 2017. Cópia arquivada em 1 de março de 2017 


  3. «Perguntas e respostas sobre a legalização dos jogos de azar no Brasil». O Globo + Extra. 27 de fevereiro de 2017. Consultado em 1 de março de 2017. Cópia arquivada em 1 de março de 2017 


  4. O que é o Ministério da Fazenda


  5. LEI Nº 7.739, DE 16 DE MARÇO DE 1989. Dispõe sobre a organização da Presidência da República e dos Ministérios e dá outras providências.


  6. DECRETO Nº 7.482, DE 16 DE MAIO DE 2011. Aprova a Estrutura Regimental e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão e das Funções Gratificadas do Ministério da Fazenda.


  7. LEI Nº 11.457, DE 16 DE MARÇO DE 2007. Dispõe sobre a Administração Tributária Federal; altera as Leis nos 10.593, de 6 de dezembro de 2002, 10.683, de 28 de maio de 2003, 8.212, de 24 de julho de 1991, 10.910, de 15 de julho de 2004, o Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, e o Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972; revoga dispositivos das Leis nos 8.212, de 24 de julho de 1991, 10.593, de 6 de dezembro de 2002, 10.910, de 15 de julho de 2004, 11.098, de 13 de janeiro de 2005, e 9.317, de 5 de dezembro de 1996; e dá outras providências.


  8. abcde Ministério da Economia unificará Fazenda, Planejamento e Indústria


  9. ab Erário


  10. Alvará de 28 de junho de 1808 - Ministério da Fazenda


  11. abcdef QUEM É QUEM





















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