Max Mosley














































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































Max Mosley


Nascimento

13 de abril de 1940 (78 anos)
Londres
Cidadania

Reino Unido
Progenitores

Mãe:Diana Mosley
Pai:Oswald Mosley
Irmão(s)
Jonathan Guinness

Alma mater

Christ Church
Ocupação
piloto de automóvel, advogado, político
Prêmios
Cavaleiro da Legião de Honra

[edite no Wikidata]


Max Rufus Mosley (Londres, 13 de abril de 1940) foi presidente da Fédération Internationale de l'Automobile (FIA - Federação Internacional de Automobilismo), entre 1993 e 2009.


Formado como Barrister (uma das categorias de advogados que existem na Inglaterra) e esportista amador de corrida de veículos automotores, foi fundador e co-proprietário da March Engineering, uma empresa de construção de carros de corrida que manteve uma equipe na Fórmula 1 nas décadas de 70 e 80 e início da década de 90. Administrou os aspectos legais e comerciais da empresa nos anos de 1969 a 1977. No final da década de 70 Mosley se tornou o conselheiro jurídico oficial da Formula One Constructors Association (FOCA). Nesse trabalho lançou a primeira versão do Concorde Agreement, um contrato entre a FOCA e a FISA, que firmava termos de consenso nas longas disputas entre as duas entidades. Mosley foi eleito presidente da Fédération Internationale du Sport Automobile (FISA) em 1991, tornando-se presidente da FIA em 1993. Entre as principais realizações como presidente da FIA destaca-se a aprovação do European New Car Assessment Programme (NCAP ou Endcap), um programa que visou a melhoria de segurança dos veículos europeus. Também atuou na melhoria da segurança e no uso de tecnologias mais ecológicas nos esportes automobilísticos.




Índice






  • 1 Biografia


  • 2 Escândalo


    • 2.1 Reações das equipes


    • 2.2 Reações das federações de automobilismo


    • 2.3 Reações dos pilotos


    • 2.4 Reações diversas


    • 2.5 Desfecho




  • 3 Referências


  • 4 Ligações externas





Biografia |


O pai de Max Mosley foi Sir Oswald Mosley, um oficial do exército e político fascista do Reino Unido, que entre 1918 e 1931 representou os partidos Conservador, Trabalhista e também atuou como candidato independente no âmbito do Parlamento Britânico. Na década de 1930, Sir Oswald criou seu próprio partido, denominado "União Britânica de Fascistas". A primeira esposa de Sir Oswald morrera em 1933, e em 1936 Sir Oswald casou-se com Diana Mitford numa cerimônia onde estavam presentes Joseph Goebbels e Adolf Hitler. Max nasceu fruto desta união em Londres, no início da Segunda Guerra Mundial.


Durante a Segunda Guerra Mundial as simpatias de Sir Oswald entre os políticos nazifascistas levaram-no a ser detido pelas autoridades britânicas em maio de 1940, ao passo que sua esposa Diana foi detida um mês depois - criando um episódio onde os filhos Max e Alexander foram separados de seus pais.[1] Entretanto em dezembro de 1940 o primeiro ministro Winston Churchill solicitou que a Secretaria da Família (Home Secretary) garantisse que Diana pudesse ver seus filhos com regularidade.[2] Sir Oswald e Diana Mosley seriam libertados da prisão de HMP Holloway em 16 de novembro de 1943, gerando protestos públicos generalizados.[3] Seus filhos eram recusados em várias escolas, sob alegações que combinavam o comportamento das crianças com a reputação de seus pais - o que forçou a família a educá-los em casa. Os Mosley mudaram-se frequentemente para várias cidades da Inglaterra durante este período para evitar a perseguição política.


Max Mosley foi inicialmente educado na França,[4] e aos 13 anos mudou-se para Stein an der Traun na Alemanha, onde residiu por dois anos, mas ainda hoje fala alemão fluentemente.[1] No seu retorno para a Inglaterra estudou na escola de Millfield e mais tarde ingressou na Universidade de Christ Church, Oxford, onde se graduou em física no ano de 1961. Max estudou advocacia na Gray's Inn em Londres, especializando-se em patentes e marcas, obtendo o título de barrister in 1964.[1] A Universidade de Northumbria lhe concedeu o título de Doutorado Honorario em Leis Civis em 2005.[5]


Durante sua adolescência e juventude, Max integrou o partido político de seu pai criado no período pós-guerra, o Union Movement. Mosley diz que a associação do seu sobrenome com o fascismo desmotivou-o a desenvolver o interesse pela política, embora tenha atuado brevemente no Partido Conservador no início de 1980.



Escândalo |


Apesar de ter sempre evitado comentar o posicionamento político de seu pai, no dia 30 de março de 2008 o dirigente foi alvo de uma reportagem publicada no tabloide inglês News of the World. O jornal divulgou vídeo e fotos de Mosley envolvido no que a imprensa britânica classificou como "orgia sadomasoquista nazista".[6] Além do dirigente, as cenas - filmadas no bairro de Chelsea, em Londres - mostram cinco mulheres, todas prostitutas contratadas por Mosley, fazendo supostas referências nazistas. O inglês exerce, em trechos do vídeo, o papel de "comandante", torturando as mulheres, vestidas como prisioneiras.


As cenas repercutiram em todo o mundo e causaram reação imediata. Na terça-feira, dia 2 abril, Mosley divulgou uma carta em que assumia ter feito parte da orgia e pedindo desculpas pelo constrangimento. O dirigente, que estava com viagem marcada para o Bahrein, onde acompanharia a terceira etapa do Mundial de Fórmula 1 de 2008, cancelou a viagem. De acordo com a imprensa britânica, o (xeque) sheik do país do Oriente Médio mandou uma carta a Mosley sugerindo que ele não aparecesse na pista de Sakhir.


A Federação Internacional de Automobilismo foi convocada, em sessão extraordinária, para discutir o caso.



Reações das equipes |


As primeiras reações em contrário à permanência de Max Mosley na Fórmula 1 foram dadas através de notas oficiais à imprensa pelas empresas que fornecem motores à Fórmula 1:




  • BMW (escuderia própria) e Mercedes-Benz (McLaren) emitiram nota conjunta: "O conteúdo da publicação é vergonhoso", diz o comunicado. "Este incidente envolve Max Mosley tanto no plano pessoal quanto como presidente da FIA. As conseqüências se estendem além do automobilismo. Esperamos uma resposta da FIA".[7]

  • A Toyota (escuderia própria e Williams) também foi incisiva: "A Toyota desaprova qualquer comportamento que possa prejudicar a imagem da F-1, em especial quando pode ser entendido como racista ou anti-semita".[7]

  • A Honda (escuderia própria e Super Aguri) também criticou duramente o episódio: "É necessário que figuras-chave no esporte e nos negócios mantenham os melhores níveis de conduta, para cumprirem seus papéis com integridade e respeito. A equipe Honda está extremamente decepcionada pelos eventos recentes envolvendo o sr. Mosley e estamos preocupados porque a reputação da F-1 e de todos os seus participantes está sendo prejudicada".[7]


As escuderias Williams, Renault, Ferrari, Red Bull, Force India e Super Aguri aparentemente não se manifestaram publicamente sobre o escândalo envolvendo Max Mosley.


Entre outros fabricantes de motores, a Porsche e a Volkswagen, que supostamente teriam planos para a Fórmula 1, as declarações foram as seguintes:



  • "300 milhões de euros por ano -- isso é queimar dinheiro" (Ferdinand Piech, presidente da Volkswagen) e;

  • "E depois do caso de Max Mosley com as mulheres, não seria muito agradável se envolver (na Fórmula 1) agora" (Wolfgang Porsche, da Porsche).[8]



Reações das federações de automobilismo |


Entre as federações de automobilismo, as associações de automobilismo da Nova Zelândia e Canadá pediram a renúncia do presidente da FIA.[9]



Reações dos pilotos |


Entre os pilotos, Nico Rosberg da Williams foi o primeiro a criticar a atitude de Max Mosley. Os ex-piloto Niki Lauda, Jackie Stewart e Jody Scheckter também manifestaram-se incisivamente contra a pernanência do atual presidente da FIA.[10][11]



Reações diversas |


As poucas reações diversas do discurso de renúncia foram manifestadas pela Federação Automobilística dos Emirados Árabes Unidos e pelo convite realizado pelo príncipe Feisal Al-Hussein para comparecer ao Rali da Jordânia.



Desfecho |


As acusações que a orgia, base do escândalo, era de temática nazista sempre foi rechaçada por Mosley. O caso passou a tomar outro desfecho a partir da revelação de que a pessoa que filmou a orgia, uma das cinco prostitutas contratadas para participar do ato, era casada com um agente do serviço secreto MI5 da Inglaterra (fato que inclusive ocasionou a demissão deste agente).[12] Mosley moveu e ganhou a ação contra o tablóide News of the World. Os argumentos de que a orgia não era de temática nazista e de que não havia relevância pública para publicar as imagens obtidas através da invasão da privacidade foram acatados pela justiça inglesa que condenou o tablóide a pagar indenização.[13]



Referências




  1. ↑ abc (em inglês)Garside, Kevin (2 de novembro de 2007). «Max Mosley rides out the storm». Telegraph.co.uk. Consultado em 24 de novembro de 2007 


  2. ↑ (em inglês)Saward, Joe (6 de novembro de 1997). «Max's finest hour and other stories». GrandPrix.com. Consultado em 13 de janeiro de 2008. Arquivado do original em 31 de dezembro de 2007 


  3. ↑ (em inglês)Veronica Horwell (14 de agosto de 2008). «Obituary Diana Mosley». The Guardian. Consultado em 7 de abril de 2008 


  4. ↑ (em inglês)«People: Max Mosley». GrandPrix.com. Consultado em 24 de dezembro de 2007 


  5. ↑ (em inglês)«Honorary Degree is winning formula for Max». Northumbria University. 22 de julho de 2005. Consultado em 2 de março de 2008. Arquivado do original em 17 de abril de 2008 


  6. ↑ Na Justiça, Mosley nega tema nazista em orgia


  7. ↑ abc «Montadoras criticam Mosley por escândalo, e dirigente convoca reunião». Folha Online. 3 de abril de 2008 


  8. ↑ «Porsche e Volkswagen desistem da F1 por escândalo de Mosley». Reuters. 18 de abril de 2008 


  9. ↑ «Federações do Canadá e Nova Zelândia pedem saída de Max Mosley». Folha Online. 11 de abril de 2008 


  10. ↑ «Rosberg condena atitude de Max Mosley». Terra Online. 3 de abril de 2008 


  11. ↑ «Niki Lauda pede a renúncia de Max Mosley». O Globo Online. 7 de abril de 2008 


  12. ↑ «Prostituta casada com espião filmou orgia de Mosley». Folha Online. 19 de maio de 2008. Consultado em 2 de agosto de 2008 


  13. ↑ «Jornal terá de indenizar Max Mosley por divulgar vídeo de orgia». Folha Online. 24 de julho de 2008. Consultado em 2 de agosto de 2008 



Ligações externas |


  • Dirigente da F-1 Max Mosley se envolve em escândalo com "orgia nazista"





Precedido por
Jean Marie Balestre

Presidente da FIA
1993 — 2009
Sucedido por
Jean Todt








Popular posts from this blog

Unittest tests order

Lallio

Futebolista