Bibi Ferreira









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Bibi Ferreira


Nome completo
Abigail Izquierdo Ferreira
Nascimento

1 de junho de 1922
Rio de Janeiro, DF
Nacionalidade

brasileira
Morte

13 de fevereiro de 2019 (96 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Ocupação



musicista
Atividade
1941–2018 [1]
Cônjuge


Outros prêmios
Moliére

IMDb: (inglês)

Abigail Izquierdo Ferreira, mais conhecida como Bibi Ferreira (Rio de Janeiro, 1 de junho de 1922 — Rio de Janeiro, 13 de fevereiro de 2019), foi uma apresentadora, atriz, cantora, compositora e diretora brasileira. De ascendências portuguesa e espanhola, era filha do ator brasileiro Procópio Ferreira e da bailarina argentina Aída Izquierdo.[2]




Índice






  • 1 Carreira


    • 1.1 O início


    • 1.2 Carreira em Portugal


    • 1.3 Década de 1960


    • 1.4 Década de 1970


    • 1.5 Década de 1980


    • 1.6 Década de 1990


    • 1.7 Década de 2010




  • 2 Vida pessoal


    • 2.1 Morte




  • 3 Filmografia


    • 3.1 Cinema


    • 3.2 Televisão


    • 3.3 Teatro




  • 4 Prêmios e Indicações


  • 5 Referências


  • 6 Ligações externas





Carreira |



O início |




Bibi Ferreira quando criança, junto a seus pais, Procópio Ferreira e Aída Izquierdo.


Fez sua estreia teatral com pouco mais de vinte dias de vida, na peça Manhãs de Sol, de autoria de Oduvaldo Vianna, substituindo uma boneca que desaparecera pouco antes do início do espetáculo.[2] Logo após os pais se separaram e Bibi passou a viver com a mãe, que foi trabalhar na Companhia Velasco, uma companhia de teatro de revista espanhola. Seu primeiro idioma, até os quatro anos, foi o espanhol. O idioma português e o grande amor pela ópera ela viria a aprender com o pai.


De volta ao Brasil, tornou-se a atriz mirim mais festejada do Rio de Janeiro. Entrou para o Corpo de Baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde permaneceu por longo tempo, até estrear na companhia do pai. Aos nove anos teve negada a matrícula no Colégio Sion, em Laranjeiras, por ser filha de um ator de teatro. Completou o curso secundário no Colégio Anglo-Americano.


Sua estreia profissional nos palcos aconteceu em 28 de fevereiro de 1941, quando interpretou "Mirandolina", na peça La locandiera. Em 1944, montou sua própria companhia teatral, reunindo alguns dos nomes mais importantes do teatro brasileiro, como Cacilda Becker, Maria Della Costa e a diretora Henriette Morineau. Pouco mais tarde, foi para Portugal, onde dirigiu peças durante quatro anos, com grande sucesso.



Carreira em Portugal |


Participou em várias peças em Portugal com grande sucesso, principalmente teatro de revista, entre as quais:



  • 1957 — "Há Horas Felizes!" - Teatro Variedades[3]

  • 1957 — "Curvas Perigosas" - Teatro Maria Vitória[4]

  • 1958 — "Com o Amor Não se Brinca" - Teatro Maria Vitória[5]

  • 1958 — "Minha Filha é de Gritos!" - Teatro Maria Vitória[6]

  • 1958 — "Por Causa Delas…" - Teatro Maria Vitória[7]

  • 1959 — "Encosta a Cabecinha e Chora..." - Teatro Maria Vitória[8]

  • 1959 — "Tudo na Lua" - Teatro Maria Vitória [9]

  • 1960 — "Taco a Taco" - Teatro Maria Vitória [10]



Década de 1960 |




Bibi Ferreira em 1968.


Na década de 1960, vieram os sucessos dos musicais, como Minha Querida Dama (My Fair Lady), estrelado por Bibi e Paulo Autran. Nessa época atuou também em musicais de teatro e televisão. Em 1960, iniciou a apresentação na TV Excelsior de São Paulo, de Brasil 60 (61, 62, 63, etc, conforme o ano), um programa ao vivo, que durante dois anos levou à televisão os maiores nomes do teatro.



Década de 1970 |





Fernanda Montenegro e Bibi Ferreira, em 1972. Arquivo Nacional.


Bibi Ferreira participou, atuando ou dirigindo, de alguns dos grandes espetáculos teatrais e musicais montados no Brasil. Em 1970, dirigiu Brasileiro, Profissão: Esperança, de Paulo Pontes (foi numa das versões desse espetáculo que pela primeira vez dirigiu a cantora Maria Bethânia, na outra versão dirigiu Clara Nunes).


Em 1972, atuou em O Homem de La Mancha ao lado de Paulo Autran, com tradução de Paulo Pontes e Flávio Rangel, além das versões de Chico Buarque e Ruy Guerra para as canções; em 1975, participou de Gota d'Água, de Chico Buarque e Paulo Pontes.


Em 1976, dirigiu Walmor Chagas, Marília Pêra, Marco Nanini e 50 artistas em Deus Lhe Pague, de Joracy Camargo.



Década de 1980 |


Na década de 1980, dirigiu de textos comerciais a peças de dramaturgia sofisticada, de musicais de grande porte a dramas intimistas. Em 1980, dirigiu Toalhas Quentes, de Marc Camoletti; em 1981, Um Rubi no Umbigo, de Ferreira Gullar, e Calúnia, de Lillian Hellman. No mesmo ano, com sua produção e direção, estreou O Melhor dos Pecados, de Sérgio Viotti, promovendo a volta aos palcos de Dulcina de Moraes, após vinte anos de ausência. Em 1983 voltou aos palcos com Piaf, a Vida de uma Estrela da Canção, espetáculo de grande sucesso de público e crítica. Por sua atuação recebeu os prêmios Mambembe e Molière, em 1984 e, no ano seguinte, da Associação dos Produtores de Espetáculos Teatrais do Estado de São Paulo (APETESP) e Governador do Estado. O espetáculo, que fez muitas viagens, permaneceu seis anos em cartaz e, em quatro anos, atingiu um milhão de espectadores, incluindo uma temporada em Portugal, com atores portugueses no elenco.


Dirigiu ainda inúmeros programas de televisão e shows de artistas da música popular brasileira, como Maria Bethânia e Clara Nunes nos anos 70 e 80.



Década de 1990 |


Nos anos 90, Bibi Ferreira reviveu seus maiores sucessos, remontando Brasileiro, Profissão: Esperança e fazendo um espetáculo em que cantava canções e contava histórias de Piaf. Em Bibi in Concert, comemorou 50 anos de carreira e, depois de anos de temporada, fez o Bibi in Concert 2. Em 1996 recebeu o Prêmio Sharp de Teatro. Encenou Roque Santeiro, de Dias Gomes, em versão musical. Em 1999, dirigiu pela primeira vez uma ópera, Carmen de Georges Bizet.
Em 2003, na Marquês de Sapucaí recebeu homenagem da Escola de Samba Unidos do Viradouro.[11]



Década de 2010 |


Na década de 2010, Bibi começou a realizar espetáculos focados em apenas um artista, como a francesa Edith Piaf, a portuguesa Amália Rodrigues, e o americano Frank Sinatra.[12]
Em 2007, após 50 anos afastada do teatro de comédia, volta aos palcos fazendo Às Favas com os Escrúpulos, texto de Juca de Oliveira e direção de Jô Soares


Em 2015, entrou para a lista 10 Grandes Mulheres que Marcaram a História do Rio.[13]


Aos 95 anos fez sua turnê de despedida com Bibi - Por Toda Minha Vida, espetáculo só com músicas brasileiras.



Vida pessoal |




A vida e obra de Bibi Ferreira foi homenageada durante o carnaval do Rio em 2003, sendo tema de samba-enredo.


Nascida na cidade do Rio de Janeiro, era filha do ator carioca Procópio Ferreira e da bailarina portenha Aída Queirolo Izquierdo. Era neta paterna de portugueses, oriundos da Ilha da Madeira. Pela parte materna, era neta do espanhol Antonio Izquierdo e da uruguaia Irma Queirolo. Sua mãe insistiu que crescesse falando espanhol em casa, por isso era fluente no idioma.


Bibi foi casada seis vezes. Seu primeiro matrimônio durou dez anos, e foi realizado em 29 de setembro de 1943, na capital paraguaia, Assunção, com o diretor Carlos Martins Lage. Desquitaram-se em 1953, no Rio de Janeiro.


Em 1954 uniu-se pela segunda vez, com o ator Armando Carlos Magno, que é o nome artístico de Armando Pinto Martins, sobrinho de Pascoal Carlos Magno. Desta união, teve sua única filha, Thereza Cristina Izquierdo Ferreira Pinto Martins, nascida em 20 de agosto de 1954, no Rio de Janeiro. Em 1955 o casal separou-se.


Em 1956 uniu-se com o ator Herval Rossano, de quem se separou em 1958. De 1963 a 1965, viveu junto com Édson França, e de 1966 a 1967 morou com o ator Paulo Porto.


Seu último casamento durou oito anos, de 1968 a 1976, com o dramaturgo Paulo Pontes. A atriz ficou viúva em 27 de dezembro de 1976. Manteve outros relacionamentos ao longo de sua vida, mas não quis mais casar-se novamente.



Morte |


Morreu aos 96 anos em seu apartamento no bairro carioca do Flamengo, no dia 13 de fevereiro de 2019, vítima de uma parada cardíaca.[14][15][16]



Filmografia |



Cinema |


































Cinema
Ano Título Papel
2011 Flávio Rangel - O Teatro na Palma da Mão Ela Mesma[17]
1956 Leonora dos Sete Mares [18]
1949 Almas Adversas Zefa / Georgina[19]
1947 O Fim do Rio Teresa[20]
1936 Cidade-Mulher


Televisão |




Atuação de Bibi Ferreira e do ator Grande Otelo em 1960.






































































Televisão
Ano
Título
Personagem
Nota
1960–64

Brasil 60
Apresentadora

1960–64

Bibi Sempre aos Domingos
Apresentadora

1968–73

Bibi Especial
Apresentadora


Festival de Carnaval
Apresentadora



Bibi ao Vivo
Apresentadora

1968

Curso de Alfabetização para Adultos
Apresentadora

1972

Oscar 1972
Apresentadora

1978-79

Brasil 79
Apresentadora

1984

Marquesa de Santos
Dona Carlota Joaquina
1992

Bibi In Concert
Ela mesma
Especial de final de ano


Teatro |


  • 1975 - Gota D´Água, de Chico Buarque de Hollanda e Paulo Pontes - Espetáculo musical de Gianni Ratto protagonizado por Bibi Ferreira.


Prêmios e Indicações |




Bibi Ferreira como apresentadora de televisão em 1971.

















































































































































































Ano
Prêmio
Categoria
Trabalho
Resultado
1952

Troféu APCA
Melhor Diretora

A Herdeira
Venceu
1961

Troféu Imprensa

Melhor Animadora

TV Excelsior
Venceu
1962

Troféu Imprensa

Melhor Animadora
Venceu
1964

Prêmio Saci
Melhor Atriz

My Fair Lady
Venceu
1966

Troféu Imprensa

Melhor Animadora

TV Excelsior
Indicada
1971

Troféu Imprensa

Melhor Animadora
Venceu
1973

Troféu Imprensa

Melhor Animadora
Indicada
1977

Prêmio Molière
Melhor Atriz

Gota d'Água
Venceu

Troféu APCA
Melhor Atriz
Venceu
1984

Troféu Mambembe
Melhor Atriz

Piaf, a Vida de uma Estrela da Canção
Venceu

Prêmio Molière
Melhor Atriz
Venceu
1985

Prêmio Apetesp
Melhor Atriz
Venceu
Prêmio Pirandello
Melhor Atriz
Venceu

Prêmio Governador do Estado
Melhor Atriz
Venceu
1996

Prêmio Sharp
Melhor Atriz

Bibi in Concert 2
Venceu
2000
Festival Internacional da Cultura em Tóquio
Melhor Comunicadora
Curso de Alfabetização para Adultos
Venceu
2003

Prêmio Shell
Homenagem
Conjunto da Obra
Venceu
2008

Troféu APCA
Grande Prêmio da Critica
Venceu
2010
Troféu Bibi Ferreira e Medalha Procopio Ferreira
Homenagem
Venceu
Prêmio Claudia
Homenagem
Venceu
2011

Prêmio Contigo de Teatro
Homenagem
Venceu
Prêmio APTR
Homenagem
Venceu
2012
Prêmio Aplauso Brasil de Teatro
Homenagem
Venceu

Prêmio Bravo! Prime de Cultura
Artista Prime do Ano
Venceu
2013
Prêmio Faz Diferença - o Globo
Segundo Caderno - Teatro
Venceu
Brazilian Press Awards
Homenagem
Venceu
2014

Prêmio Bibi Ferreira
Homenagem
Venceu


Referências




  1. https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2018/09/10/aos-96-anos-a-atriz-e-cantora-bibi-ferreira-anuncia-afastamento-dos-palcos-mas-lanca-disco-em-que-canta-frank-sinatra.ghtml


  2. ab «Bibi Ferreira morre no Rio». G1. 13 de fevereiro de 2019 


  3. http://casacomum.org/cc/visualizador?pasta=06529.067.15379#!4


  4. http://casacomum.org/cc/visualizador?pasta=06530.068.15605#!5


  5. http://casacomum.org/cc/visualizador?pasta=06531.069.15706#!4


  6. http://casacomum.org/cc/visualizador?pasta=06532.070.15752#!4


  7. http://casacomum.org/cc/visualizador?pasta=06533.071.15972#!4


  8. http://casacomum.org/cc/visualizador?pasta=06534.072.16172#!5


  9. http://casacomum.org/cc/visualizador?pasta=06537.075.16475#!4


  10. http://casacomum.org/cc/visualizador?pasta=06538.076.16676#!5


  11. Cd dos Sambas de Enredo das Escolas de Samba do Grupo Especial carnaval 2003.


  12. Bibi Ferreira assume o desafio de interpretar 24 canções gravadas por Frank Sinatra


  13. «Confira lista de grandes mulheres que marcaram a história do Rio; veja 10». Rio 450 anos. 8 de março de 2015 


  14. «Bibi Ferreira, diva dos musicais brasileiros, morre aos 96 anos». G1. Consultado em 13 de fevereiro de 2019 


  15. «Bibi Ferreira morre aos 96 anos no Rio de Janeiro». GaúchaZH. 13 de fevereiro de 2019. Consultado em 13 de fevereiro de 2019 


  16. «Atriz e cantora Bibi Ferreira morre aos 96 anos». Uol. Consultado em 13 de fevereiro de 2019 


  17. «Flávio Rangel - O Teatro na Palma da Mão». Filmow. Consultado em 25 de janeiro de 2017 


  18. http://www.mulheresdocinemabrasileiro.com.br/site/mulheres/visualiza/128/Bibi-Ferreira/3


  19. Cinemateca Brasileira, Almas adversas [em linha]


  20. http://www.funarte.gov.br/brasilmemoriadasartes/acervo/atores-do-brasil/biografia-de-bibi-ferreira



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  • Foto de Bibi Ferreira

  • Reportagem sobre a atriz em Istoé Gente

  • Veja a biografia da atriz na Enciclopédia de Teatro do Itaú Cultural









































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