A Barraca

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Teatro Cinearte, sede do grupo "A Barraca", durante a exibição da peça As Peúgas de Einstein, de Hélder Costa, em abril de 2011
A Barraca é uma companhia de teatro portuguesa histórica,[1] com sede em Lisboa, fundada em 1975 por Maria do Céu Guerra e Mário Alberto.
Índice
1 História
2 Produção teatral
3 Reportório
3.1 1970 - 1979
3.2 1980 - 1989
3.3 1990 - 1999
3.4 2000 - 2009
3.5 2010 - 2019
4 Edifício
5 Referências
6 Bibliografia
7 Ligações externas
História |
A companhia foi fundada em 1975 pela actriz e encenadora Maria do Céu Guerra e pelo encenador Mário Alberto[1][2] inscrevendo-se num movimento emergente de companhias de teatro experimental e independente, localizado sobretudo em Lisboa.[3] Durante o ano de 1976 o grupo passou a maior parte do tempo em tournées pelo país.[4]
Foi uma das principais companhias teatrais portuguesas do período pós-25 de Abril, sendo listada nessa qualidade pelo Europa World Year Book de 1983.[5] O grupo foi descrito na época como a mais popular das companhias teatrais independentes em Portugal.[6]
Desde a sua fundação a direcção da companhia tem estado a cargo de Maria do Céu Guerra e do encenador e dramaturgo Hélder Costa,[7] o qual desde 1976 tem escrito, transcrito e encenado muitos dos espectáculos apresentados pelo grupo.[8][9]
Durante o seu tempo de exílio em Lisboa, o dramaturgo brasileiro Augusto Boal participou da direcção da companhia,[10] deixando uma forte influência no reportório do grupo.[3] Foi também nesta companhia que se revelou o actor Mário Viegas.[1]
Em 1976 a sede foi transferida para o cimo da Rua Alexandre Herculano, perto do Largo do Rato, em instalações de carácter precário;[3][11] em 1989 foi-lhes concedido pela Câmara Municipal de Lisboa, pelo prazo de 25 anos o Teatro Cinearte, no Largo de Santos, onde também aposta na dinamização do espaço do café-concerto.[1]
Em 4 de março de 2011 o grupo teatral comemorou 35 anos com uma festa em que foram evocadas duas das principais figuras da sua história, Augusto Boal e a actriz Fernanda Alves, e uma sessão especial da peça Angel City, de Sam Sheppard, com encenação de Rita Lello.[1]
Produção teatral |
A produção teatral do grupo faz-se sobretudo numa adaptação eficaz de temas históricos e políticos ao formato popular, tradicional e moderno do teatro narrativo,[9] focando sobretudo a produção nacional por obrigações inerentes aos subsídios estatais que lhe são atribuídos.[12]
O grupo estreou em Março 1976 na Incrível Almadense com a Cidade Dourada, de La Candelária,[1][13] peça de grande sucesso.[14] Em Setembro do mesmo ano montou o espectáculo Histórias de fidalgotes e alcoviteiras, encenado por Hélder Costa e baseado em textos de Gil Vicente e Ruzante.[1][15] Em 1977 apresentou o espectáculo "Ao qu'isto chegou! - Feira portuguesa de opinião", integrando o polinomodrama A Lei É a Lei de Luiz Francisco Rebello.[16] No tempo em que Augusto Boal esteve na companhia, entre 1977 e 78, dirigiu três espectáculos que ficaram na história do teatro português, entre os quais Barraca conta Tiradentes (1977).[13]
Em 1978 é apresentada a peça José do Telhado, sobre o famoso bandido português do mesmo nome, com arranjos musicais de Zeca Afonso, publicados mais tarde, em 1979, no álbum Fura, Fura.[17]
Na década de 1980 o grupo produziu alguns dos seus maiores êxitos.[1] Em 1980 apresenta É menino ou menina?, uma colagem de peças de Gil Vicente por Maria do Céu Guerra com direcção de Helder Costa, com uma exibição comovente,[12][18] constituindo-se como uma contribuição de interesse para a história das representações dos autos de Gil Vicente.[19][20][21] No mesmo ano o grupo deslocou-se pela primeira vez ao Brasil,[14] apresentando Preto no branco — a sua versão para A morte acidental de um anarquista de Dario Fo.[22] Do reportório fazia também parte a peça D. João VI, de Hélder Costa e com Mário Viegas no papel do soberano, que fez rir muito a plateia com a sua interpretação do rei comedor de frango, que andava com pedaços de galináceos no bolso.[23] O grupo foi descrito como "grande companhia de teatro internacional", tendo limitado as representações ao Rio de Janeiro.[24]
Em 1983 apresentou Um dia na capital do Império, baseado em textos do Chiado e encenação de Hélder Costa.[25] Em 1984 produziu Santa Joana dos Matadouros, de Bertold Brecht, considerada um dos maiores êxitos da companhia, e em 1986 Calamity Janes, com uma interpretação muito elogiada de Maria do Céu Guerra.[1]
Em setembro de 2010 a companhia foi convidada a reencenar a peça O Mistério da Camioneta Fantasma, integrada no programa oficial para as Comemorações do Centenário da República.[26]
Em 20 de julho de 2011 o grupo estreou a produção D. Maria, a Louca, com argumento do autor brasileiro António Cunha, e encenação de Maria do Céu Guerra.[27]
O grupo estreou em 10 de abril de 2013 o texto Menino de Sua Avó, um inédito do dramaturgo Armando Nascimento Rosa, numa criação de Maria do Céu Guerra e Adérito Lopes. Esta produção participou no encerramento das Comemorações do Ano de Portugal no Brasil, apresentando-se no Teatro Dulcina - Rio de Janeiro, de 3 a 5 de maio de 2013.
Reportório |
1970 - 1979 |
Data de estreia |
Nome |
Encenação |
Local da estreia |
Notas |
CETbase |
|
---|---|---|---|---|---|---|
4 de março de 1976 |
A Cidade Dourada |
Grupo A BARRACA coordenado por Fernanda Alves |
Incrível Almadense |
Estreia do grupo |
2607 |
|
2 de setembro de 1976 |
Histórias de Fidalgotes e Alcoviteiras, Pastores e Judeus, Mareantes e outros Tratantes, sem esquecer suas Mulheres e Amantes |
Hélder Costa |
I Festival de Teatro da Guarda |
2601 |
||
16 de abril de 1977 |
Barraca conta Tiradentes |
Augusto Boal |
Centro Cultural Popular de S. Mamede |
Estreia de Mário Viegas |
2611 |
|
12 de dezembro de 1977 |
Ao Qu’Isto Chegou! – Feira Popular de Opinião |
Augusto Boal |
Sociedade Nacional de Belas Artes |
2612 |
||
20 de junho de 1978 |
Zé do Telhado |
Augusto Boal |
Centro de Cultura Popular de S. Mamede |
Prémio Cau Ferrat - Melhor Contribuição Artística, Festival de Sitges |
2610 |
|
19 de maio de 1979 |
D. João VI |
Hélder Costa |
Centro de Cultura Popular de S. Mamede |
Prémio ATADT -Melhor Texto Inédito, 1978 Prémio Santiago Rusiñol - Melhor Texto Inédito, Festival de Sitges (Barcelona), 1978 Prémio Melhor Ator - Mário Viegas, Festival de Sitges (Barcelona), 1978 Jornal do Brasil - Um dos dez melhores espectáculos do ano |
2603 |
1980 - 1989 |
Data de estreia |
Nome |
Encenação |
Local da estreia |
Notas |
CETbase |
|
---|---|---|---|---|---|---|
29 de fevereiro de 1980 |
Preto no Branco (Morte Acidental de um Anarquista) |
Hélder Costa |
A Barraca da Alexandre Herculano |
Prémio Associação Portuguesa de Críticos - Melhor Ator: Santos Manuel Jornal do Brasil - Um dos dez melhores espectáculos do ano Associação Brasileira de Críticos Teatrais - 2º Melhor Espectáculo do Ano, 1980 |
1045 |
|
5 de maio de 1980 |
É Menino ou Menina? |
Hélder Costa |
A Barraca da Alexandre Herculano |
Prémio Associação Portuguesa de Críticos - Melhor Espectáculo Melhor Encenação: Hélder Costa Melhor Atriz: Maria do Céu Guerra Melhor Companhia: A Barraca |
1152 |
|
18 de novembro de 1981 |
Fernão, Mentes? |
Hélder Costa |
Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (4ª edição,1981) |
Prémio Casa da Imprensa - Melhor Espectáculo, 1982 |
2251 |
|
20 de novembro de 1982 |
Tudo bem! (Reflexões acerca do Homem Novo) |
Hélder Costa |
Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (5ª edição,1982) |
2604 |
||
21 de janeiro de 1983 |
Um dia na Capital do Império |
Hélder Costa |
A Barraca da Alexandre Herculano, no âmbito da Exposição de Ciência, Arte e Cultura (17ª edição,1983) |
Prémio da Associação Portuguesa de Críticos - Melhores Figurinos: Maria do Céu Guerra Sete de Ouro - Melhor Encenação: Hélder Costa Sete de Ouro - Melhor Atriz: Maria do Céu Guerra |
2606 |
|
28 de julho de 1984 |
Santa Joana dos Matadouros |
Hélder Costa |
A Barraca da Alexandre Herculano |
Prémio da Associação de Críticos - Melhor Partitura Musical: António Vitorino de Almeida |
2617 |
|
27 de setembro de 1985 |
Um Homem é um Homem - Damião de Góis |
Hélder Costa |
Teatro Municipal Maria Matos |
Grande Prémio de Teatro da RTP - Melhor Texto de Inédito em 1979 Prémio da Associação Portuguesa de Críticos - Melhor Texto Português encenado em 1985 Prémio Nova Gente - Melhor texto de Teatro em 1985 |
2605 |
|
30 de maio de 1986 |
Calamity Jane |
Maria do Céu Guerra, Hélder Costa |
A Barraca da Alexandre Herculano |
Prémio da revista Mulheres - Melhor Encenação: Hélder Costa Prémio da revista Mulheres - Melhor Atriz: Maria do Céu Guerra |
2619 |
|
23 de julho de 1986 |
Espectáculo comemorativo da Constituição de 1911 |
Hélder Costa |
Assembleia da República (Sala do Senado) |
2623 |
||
14 de novembro de 1986 |
Os Polícias |
Hélder Costa |
Associação Cultural e Recreativa de Tondela |
2609 |
||
7 de março de 1987 |
O Diabinho da Mão Furada |
Hélder Costa |
Teatro Nacional D. Maria II |
2608 |
||
11 de fevereiro de 1988 |
O Baile |
Hélder Costa |
Ritz Club |
2602 |
||
24 de janeiro de 1989 |
O Menino de Sua Mãe |
Maria do Céu Guerra |
São Luiz Teatro Municipal |
2620 |
||
8 de dezembro de 1989 |
Margarida do Monte |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
2614 |
1990 - 1999 |
Data de estreia |
Nome |
Encenação |
Local da estreia |
Notas |
CETbase |
|
---|---|---|---|---|---|---|
Janeiro de 1990 |
O Azeite |
Hélder Costa |
Castelo de São Jorge |
2625 |
||
14 de janeiro de 1990 |
Pimenta, Cravo e Canela |
Hélder Costa |
São Luiz Teatro Municipal, no âmbito da Festa do Comércio (1990) |
2624 |
||
11 de dezembro de 1990 |
Liberdade em Bremen |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
1213 |
||
1991 |
Cartas de Amor |
Hélder Costa |
Forum Picoas, cerimónia de lançamento do livro PORTUGAL EM SELOS |
2627 |
||
Junho de 1991 |
Poesia de Lisboa |
Maria do Céu Guerra |
Teatro Cinearte |
2621 |
||
21 de junho de 1991 |
Que Habitação para Lisboa? |
Maria do Céu Guerra |
Tivoli - Lisboa |
Apresentado no âmbito do Dia Municipal da Habitação após um debate com o mesmo nome |
2626 |
|
27 de outubro de 1991 |
O Pranto de Maria Parda |
Maria do Céu Guerra |
Biblioteca Municipal Marquesa do Cadaval - Almeirim |
Prémio UNESCO para o Fomento das Artes - Melhor interpretação, Expo Sevilha 92 Prémio Interpretação no Festival Internacional do Chile em 1993[28] |
2170 |
|
13 de novembro de 1991 |
Uma Floresta de Enganos |
Hélder Costa |
Encontro de Santiago de Compostela dos Escritores Galegos e Portugueses (1991) |
2435 |
||
14 de novembro de 1991 |
Play it Again, Sam! |
Hélder Costa |
Festival Internacional de Teatro Contemporâneo (Badajoz) (1991) |
2446 |
||
1992 |
A saúde no tempo dos Descobrimentos |
Padrão dos Descobrimentos |
2629 |
|||
12 de janeiro de 1992 |
Mi Rival |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
2628 |
||
8 de outubro de 1992 |
A Cantora Careca |
Hélder Costa |
Instituto Franco-Português |
2630 |
||
1 de junho de 1993 |
Macbett |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
69 |
||
26 de outubro de 1993 |
Rinoceronte |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
83 |
||
12 de dezembro de 1993 |
De Braços Abertos |
Fernanda Lapa |
Teatro Cinearte |
66 |
||
15 de julho de 1994 |
Primeira Página |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
2631 |
||
30 de outubro de 1994 |
Pastéis de Nata para a Avó |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
O texto de Fernando Augusto, homónimo do espectáculo, ganhou o 1º Prémio do 1º Concurso Português de Dramaturgia em 1994, levado a cabo pelo Círculo Dramatúrgico d'A Barraca, razão pela qual é encenado pela companhia |
2632 |
|
15 de novembro de 1994 |
Marly, a Vampira de Ourinhos |
Maria do Céu Guerra |
Teatro Cinearte |
2616 |
||
25 de dezembro de 1994 |
As Histórias do Atchim!!! |
A Barraca |
Teatro Cinearte |
4538 |
||
15 de fevereiro de 1995 |
Não Há Nada que se Coma? |
Rui Luís Brás |
Teatro Cinearte |
O texto do qual parte este espectáculo, da autoria de Francisco Pestana, é distinguido com uma Menção Honrosa, atribuída no âmbito do 1º Concurso Português de Dramaturgia, realizado em 1994 pelo Círculo Dramatúrgico d'A Barraca, razão pela qual é encenado pela companhia |
523 |
|
27 de abril de 1995 |
O Avarento |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
524 |
||
27 de outubro de 1995 |
Parabéns a Você |
Hélder Costa |
Festival Internacional de Cadiz (1995) |
2633 |
||
1996 |
O Último Baile do Império |
Maria do Céu Guerra |
Teatro Cinearte |
2613 |
||
27 de setembro de 1996 |
Viva la Vida! |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
2487 |
||
17 de abril de 1997 |
Xeque Mate |
Maria do Céu Guerra |
Teatro Cinearte |
319 |
||
13 de maio de 1997 |
Gulliver |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
397 |
||
30 de outubro de 1997 |
O Bode Expiatório |
Maria do Céu Guerra |
Cine-Teatro da Covilhã - Festival de Teatro da Covilhã (1997) |
622 |
||
21 de novembro de 1997 |
Queres Ser Ministro? |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
1051 |
||
4 de abril de 1998 |
Que Dia Tão Estúpido |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
774 |
||
8 de maio de 1998 |
O Príncipe de Spandau |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
970 |
||
15 de junho de 1998 |
A Barca do Mundo |
Hélder Costa |
Exposição Mundial de Lisboa de 1998 (Expo'98) |
959 |
||
27 de janeiro de 1999 |
Um Dia Inesquecível |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
2000 |
||
11 de março de 1999 |
Fernão, Mentes? |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
Remontagem do espectáculo do mesmo nome de 1981 |
2085 |
|
25 de abril de 1999 |
Abril em Portugal |
Hélder Costa |
Grândola, no âmbito das celebrações dos 25 anos do 25 de Abril |
2228 |
||
7 de outubro de 1999 |
Agosto - Histórias de Emigração |
Maria do Céu Guerra |
Joane |
2468 |
2000 - 2009 |
Data de estreia |
Nome |
Encenação |
Local da estreia |
Notas |
CETbase |
|
---|---|---|---|---|---|---|
8 de julho de 2000 |
A Relíquia |
Hélder Costa |
Festival Internacional de Teatro de Almada (17.ª edição,2000) |
3582 |
||
12 de dezembro de 2000 |
A Balada do Café Triste |
Maria do Céu Guerra |
Teatro Cinearte |
3741 |
||
10 de janeiro de 2001 |
Marilyn, Meu Amor |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
3740 |
||
3 de julho de 2001 |
Um Inverno Debaixo da Mesa |
Maria do Céu Guerra |
Teatro Cinearte |
4167 |
||
4 de outubro de 2001 |
Havemos de Rir? |
Maria do Céu Guerra |
Teatro Cinearte |
4336 |
||
Fevereiro de 2002 |
Nós temos os pés grandes porque somos muito altas |
Maria do Céu Guerra |
Teatro Cinearte |
4518 |
||
6 de maio de 2002 |
Comédia de Rubena |
Maria do Céu Guerra |
Teatro Cinearte |
4855 |
||
11 de julho de 2002 |
O Velho da Horta |
Maria do Céu Guerra |
Museu de Arte Popular |
5164 |
||
30 de outubro de 2002 |
Farsa de Inês Pereira |
Maria do Céu Guerra |
Teatro Cinearte |
5472 |
||
26 de novembro de 2002 |
O Auto das Fadas |
Maria do Céu Guerra |
Teatro Académico de Gil Vicente - Coimbra |
5482 |
||
27 de março de 2003 |
A Profissão da Senhora Warren |
Guilherme Mendonça |
Teatro Cinearte |
6494 |
||
9 de agosto de 2003 |
O Incorruptível |
Hélder Costa |
Maputo - Festival Internacional de Teatro d'Agosto (3ª edição,2003) |
7988 |
||
24 de setembro de 2003 |
Os Renascentistas |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
7653 |
||
22 de novembro de 2003 |
A Revolta dos Bonecos |
Rita Lello |
Teatro Cinearte |
8206 |
||
22 de maio de 2004 |
Ser e não ser ou Estórias da História do Teatro |
Maria do Céu Guerra |
Teatro Cinearte |
9154 |
||
27 de novembro de 2004 |
História Breve da Lua |
Gil Filipe |
Teatro Cinearte |
9961 |
||
17 de fevereiro de 2005 |
Mater |
João d'Ávila |
Teatro Cinearte |
10308 |
||
19 de outubro de 2005 |
O Mistério da Camioneta Fantasma |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
11766 |
||
3 de dezembro de 2005 |
A Princesa do Amor de Sal |
Rita Lello |
Teatro Cinearte |
12106 |
||
3 de março de 2006 |
Felizmente Há Luar! |
Hélder Costa |
Manteigas - Auditório do Centro Cívico de Manteigas |
12619 |
||
25 de novembro de 2006 |
O Conto da Ilha Desconhecida |
Rita Lello |
Teatro Cinearte |
13809 |
||
31 de janeiro de 2007 |
A Herança Maldita |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
13816 |
||
11 de maio de 2007 |
Darwin e o Canto dos Canários Cegos |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
14244 |
||
21 de setembro de 2007 |
Agosto - Contos da Emigração |
Maria do Céu Guerra |
Teatro Cinearte |
Prémio Guia dos Teatros 2007 - Melhor Adaptação |
14636 |
|
2 de fevereiro de 2008 |
Antígona |
Maria do Céu Guerra |
Teatro Cinearte |
15912 |
||
30 de abril de 2008 |
Obviamente Demito-o! |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
16060 |
||
31 de janeiro de 2009 |
Peça para Dois |
Rita Lello |
Teatro Cinearte |
17978 |
||
21 de fevereiro de 2009 |
O Professor de Darwin |
Hélder Costa |
Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian |
18840 |
||
6 de março de 2009 |
O Inspector Geral |
Maria do Céu Guerra |
Teatro Cinearte |
18062 |
||
26 de setembro de 2009 |
A Bicicleta de Faulkner |
Rita Lello |
Teatro Cinearte |
19084 |
||
6 de março de 2009 |
Em Busca do Bem-estar |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
Projecto desenvolvido pela Associação Viva Mulher Viva com as receitas a reverterem a favor da associação |
19094 |
2010 - 2019 |
Data de estreia |
Nome |
Encenação |
Local da estreia |
Notas |
CETbase |
|
---|---|---|---|---|---|---|
18 de fevereiro de 2010 |
A Balada da Margem Sul |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
19920 |
||
6 de julho de 2010 |
Peça para Dois (versão sem rede) |
Rita Lello |
Teatro Cinearte |
Segunda versão da peça estreada em 2009 |
20718 |
|
23 de setembro de 2010 |
O Mistério da Camioneta Fantasma |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
Reencenada a pedido da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República de 5 de Outubro de 1910 |
||
2 de dezembro de 2010 |
Angel City |
Rita Lello |
Teatro Cinearte |
21545 |
||
13 de abril de 2011 |
As Peúgas de Einstein |
Hélder Costa |
Teatro Cinearte |
21835 |
||
20 de julho de 2011 |
D. Maria, a Louca |
Maria do Céu Guerra |
Teatro Cinearte |
22232 |
||
9 de março de 2012 |
O Fantasma de Chico Morto |
Pedro Cardoso |
Teatro Cinearte |
22232 |
||
17 de março de 2012 |
Romance da Raposa |
Rita Lello |
Teatro Cinearte |
24385 |
||
10 de abril de 2013 |
Menino de Sua Avó |
Maria do Céu Guerra e Adérito Lopes |
Teatro Cinearte |
Prémio Especial do Júri FITA 2014 - Maria do Céu Guerra, Adérito Lopes e o grupo A Barraca pela brilhante montagem de Menino de Sua Avó.
|
Edifício |
Em 1938, Rodrigues Lima é convidado a elaborar um projecto para um cinema a construir na Rua Vasco da Gama, em frente ao Largo de Santos, em Lisboa. O terreno disponível, um lote de planta rectangular alongada, é delimitado em três dos seus lados: a Norte pela muralha da Calçada Marquês de Abrantes, a Nascente e a Poente por edifícios existentes, restringindo assim o edifício a uma única frente visível.[29]
O arquitecto consegue dar corpo e volume a um edifício que, estando à partida entalado em três dos seus lados, se poderia resumir à composição de um plano bidimensional. Dando assim uma expressão que traduzisse claramente o fim a que se destinava que foi conseguir um conjunto que estivesse de acordo com os princípios da arquitectura contemporânea.[30]
O arquitecto dedica especial atenção no desenho da sala de projecção, uma vez que é esse o espaço crucial de um cinema, é onde decorre a acção principal, privilegiando sempre o conforto do espectador, ao qual procura dar uma boa visibilidade, boa audibilidade, e um agradável ambiente climatérico para instalá-lo de modo confortável que lhe permita gozar em completo bem-estar o prazer que procurou para os espectadores pudessem gozar esse prazer com toda a segurança sem o receio de que um incêndio ou qualquer pânico venha a perturbá-lo. As cadeiras foram colocadas de modo a que o olhar de cada espectador abranja a totalidade do ecrã, sem sofrer qualquer deformação. [31]
Ele estuda a inclinação dos pavimentos tanto da plateia como do balcão, de modo a que o olhar de cada espectador passe precisamente acima das cabeças dos espectadores da sua frente. Relativamente à audibilidade, o arquitecto não concebe a forma da sala em função dos trajectos das ondas sonoras, alegando que só muito dificilmente se consegue um resultado perfeito, preferindo assegurar uma boa acústica pelo recurso a materiais isoladores no tratamento das paredes, do palco, das portas e do tecto da sala, e prestando especial cuidado em toda a decoração, de forma a evitar reverberações de som. [32]
Referências
↑ abcdefghi «Companhia de teatro A Barraca faz 35 anos». DN Cartaz. 3 de março de 2011. Consultado em 3 de agosto de 2011
↑ Vasques 2001, p. 153
↑ abc Van Maanen & Wilmer 1998, p. 533
↑ Commission for a British Theatre Institute (1976). Theatrefacts. 12. [S.l.]: TQ Publications. p. 47
↑ The Europa Year Book 1983: A World Survey. 1 24 ed. [S.l.]: Europa Publications. 1983. p. 1040. ISBN 9780905118840
↑ Journalists in EuropeEurop. 15. 48 páginas. 1980
↑
«Apresentação». Abarraca.com. Consultado em 3 de agosto de 2011
↑ Rebello 1988, p. 101
↑ ab Rebello 1988, p. 154
↑ Peixoto 1985, p. 121
↑ Pestana 1993, p. 334
↑ ab Van Maanen & Wilmer 1998, p. 529
↑ ab Sociedade Brasileira de Autores TeatraisRevista de teatro. 500-511. 82 páginas. 1997
↑ ab Lobo 2001, p. 265
↑ Alves dos Reis 2005, p. 226
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Bibliografia |
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Ligações externas |
- Site oficial A Barraca
- CETbase - Teatro em Portugal
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