Rio Itacaiúnas





Rio Itacaiúnas


Ponte sobre o Rio Itacaiunas.jpg

Ponte sobre o Rio Itacaiúnas em Marabá























Localização
País

Flag of Brazil.svg BrasilVisualizar e editar dados no Wikidata
Localização

ParáVisualizar e editar dados no Wikidata
Altitude

87 mVisualizar e editar dados no Wikidata
Coordenadas

5° 21′ S, 49° 09′ OVisualizar e editar dados no Wikidata







Dimensões
Comprimento

390 km





































Hidrografia
Tipo

RioVisualizar e editar dados no Wikidata
Bacia hidrográfica

Bacia do rio AmazonasVisualizar e editar dados no Wikidata
País(es) da
bacia hidrográfica

 Brasil
Nascente

Água Azul do Norte, Pará

Altitude da nascente

270 m
Afluente
principal

Rio Madeira, Rio Parauapebas, Rio Oneã, Rio Vermelho, Rio Aquiri, Rio Tapirapé, Rio Sororó e Rio Preto.

Caudal médio

600 m³/s
Foz

Rio Tocantins



O rio Itacaiúnas é um curso de água que nasce na serra da Seringa no município de Água Azul do Norte, estado do Pará, e é formado pela junção de dois rios, o rio da Água Preta e o rio Azul. Desemboca na margem esquerda do rio Tocantins, na sede da cidade de Marabá.


O rio teve uma importância muito grande na formação econômica da região sudeste do Pará. Grandes reservas de castanha-do-pará e caucho, que foram sustentáculos econômicos locais, existiam ao longo das margens do rio.


Com a intensa devastação da floresta e a prospecção mineral junto às cabeceiras dos afluentes do rio, na serra dos Carajás, o Itacaiúnas corre grande risco de secar e por fim morrer.[1] Há ainda um projeto de desvio do seu curso normal, para crescimento urbano da cidade de Marabá, outro fator que coloca em risco à sua sobrevivência.



Expedição Coudreau: 118 anos depois |


Em 2015 a Fundação Casa da Cultura de Marabá promoveu uma expedição, capitaneada pelo biólogo e presidente da instituição, Noé von Atzingen[2], inspirado no raro exemplar do livro “Viagem a Itaboca e ao Itacaiúnas”, escrito pelo francês Henri Coudreau, em 1897, que teve a ideia de explorar e pesquisar o rio Itacaiúnas.[2]


Coudreau foi incumbido pelo então governador do Pará, Paes de Carvalho, de fazer investigações científico e geográficas da região do rio Tocantins e seus afluentes. O pesquisador foi acompanhado de sua esposa e de três canoeiros experientes. Ele navegou a extensão do rio Itacaiúnas em uma canoa.[2] Como grande pesquisador, Coudreau fez anotações no campo da geografia, etnografia, além das ciências naturais.[3]


A expedição constatou o que muitos ambientalistas vêm alertando há mais de uma década em Marabá: o rio está secando e praticamente morto em suas cabeceiras. Em alguns lugares completamente cortado e sem força[4]. Como relata Atzingen:








Floresta Nacional |


Em 2 de fevereiro de 1998, por meio de um decreto presidencial foi criada a Floresta Nacional do Itacaiunas, nas linhas divisórias dos municípios de Marabá e São Félix do Xingu, a floresta tem por objetivo o manejo de uso múltiplo e de forma sustentável dos recursos naturais renováveis, a manutenção da biodiversidade, a proteção dos recursos hídricos, a recuperação de áreas degradadas, a educação florestal e ambiental, a manutenção de amostras do ecossistema amazônico e o apoio ao desenvolvimento sustentável dos recursos naturais das áreas limítrofes à Floresta Nacional.[5]



Referências




  1. AMÉRICO, Vanda. O Desfecho do Rio Itacaiúnas: Dicurso na Câmara Municipal de Marabá. Marabá, 2006.


  2. abc POMPEU, U.. Muitas vidas ligadas ao Rio Itacaiúnas - Portal CT Online


  3. MONTARROYOS, Heraldo E.. História do Burgo de Itacaiunas e da Casa Marabá: A Origem de Uma Cidade Amazônica - parte 1 - Revista história-e-história - jan. 2013


  4. Rio Itacaiúnas: Expedição constata que nascentes estão secando - Portal Notícias de Parauapebas


  5. «Decreto Federal nº. 2480 de 02/02/1998». Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Consultado em 19 de Agosto de 2010 



























































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