Amendoim

Multi tool use
Amendoim | |||||||||||||||||
---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
![]() A planta do amendoim | |||||||||||||||||
Classificação científica | |||||||||||||||||
| |||||||||||||||||
Nome binomial | |||||||||||||||||
Arachis hypogaea |
Amendoim | |
---|---|
Valor nutricional por 100 g (3,53 oz) | |
Energia |
567 kcal (2 370 kJ) |
Carboidratos | |
Carboidratos totais |
16.13 |
• Açúcares |
4.72 |
• Fibra dietética |
8.5 |
Gorduras | |
• saturada |
6.279 |
• trans |
0.000 |
• monoinsaturada |
24.426 |
• poliinsaturada |
15.558 |
Proteínas | |
Proteínas totais |
25.80 |
Água |
6.50 |
Cafeína |
0 |
Vitaminas | |
Vitamina A equiv. |
0 µg (0%) |
Tiamina (vit. B1) |
0.640 mg (56%) |
Riboflavina (vit. B2) |
0.135 mg (11%) |
Niacina (vit. B3) |
12.066 mg (80%) |
Ácido fólico (vit. B9) |
240 µg (60%) |
Vitamina B12 |
0.00 µg (0%) |
Vitamina C |
0.0 mg (0%) |
Vitamina E |
8.33 mg (56%) |
Vitamina K |
0.0 µg (0%) |
Minerais | |
Cálcio |
92 mg (9%) |
Ferro |
4.58 mg (35%) |
Magnésio |
168 mg (47%) |
Fósforo |
376 mg (54%) |
Potássio |
705 mg (15%) |
Sódio |
18 mg (1%) |
Percentuais são relativos ao nível de ingestão diária recomendada para adultos. Fonte: USDA Nutrient Database |
O amendoim (Arachis hypogaea L.), também conhecido no sul de Portugal (Alentejo e Algarve) como alcagoita[1] e no Brasil como amendoí, amendoís, mandobi, mandubi, mendubi, menduí, minuim e mindubi[2], é uma planta da família Fabaceae. A planta do amendoim é uma planta herbácea, com caule pequeno e folhas compostas e pinadas, contendo quatro folíolos de formato elíptico e com inserção alternada. Possui abundante indumento, raiz aprumada, medindo entre 30–50 cm de profundidade. As flores são pequenas e amareladas e, depois de fecundadas, penetram no solo, com a ajuda de uma estrutura denominada ginóforo e de um fenômeno conhecido como geocarpia, onde os legumes se desenvolvem subterraneamente[3]. O fruto é uma vagem.

Amendoim.
O amendoim tem uma grande importância econômica, principalmente na indústria alimentar. Algumas variedades produzem grãos com uma grande quantidade de lípidos (de 45 a 50% de lipídios) e têm sido utilizadas para a fabricação de óleo de cozinha. Em várias regiões da África, o amendoim é moído para cozinhar vários pratos da culinária local, que ficam assim mais ricos em lípidos e proteínas. É muito apreciado como aperitivo, torrado ou frito[1].
Índice
1 Etimologia
2 Descrição
3 Modos de Utilização e Consumo
4 Utilização na América Latina
5 Produção Mundial
6 Referências
Etimologia |
"Amendoim", "amondoí", "amendoís", "mandobi", "mandubi", "mendubi", "menduí" e "mindubi" originaram-se do tupi mãdu'bi[2], "enterrado".
Descrição |
O amendoim é uma planta originária da América do Sul [1](Brasil e países fronteiriços: Paraguai, Bolívia e norte da Argentina), na região compreendida entre as latitudes de 10º e 30º sul, com provável centro de origem na região do Chaco, incluindo os vales do Rio Paraná e Paraguai[1].
A difusão do amendoim iniciou-se para as diversas regiões da América Latina, América Central e México. No século XVIII foi introduzido na Europa. No século XIX difundiu-se do Brasil para a África e do Peru para as Filipinas, China, Japão e Índia.
- Além de "amendoim", a Arachis hypogaea recebe diversos nomes, como alcagoita ou ervilhana (sul de Portugal)[1], aráquide, caranga, carango (Moçambique), jiguba, jinguba, mandubi, manobi, amendubi, amendo mepinda (Angola), mancarra (Cabo Verde e Guiné-Bissau)[1],.
Modos de Utilização e Consumo |
O consumo mais popular do amendoim se dá das seguintes formas: como manteiga de amendoim (em sanduíches, doces ou consumido puro), torrados[1], cozidos ou crus. A principal utilização da manteiga de amendoim é em casa, mas grandes quantidades são também utilizadas na produção comercial de sanduíches, doces e produtos de panificação. Também é largamente utilizado como recheio ou componente de chocolates e bombons. No Brasil, vários produtos alimentícios têm como base o amendoim: paçoca de amendoim, pé-de-moleque, doce de amendoim, entre outros. Também é consumido como principal ingrediente de bolos[1], gelados[1] e sorvetes.
Óleo de amendoim é frequentemente utilizado na culinária, porque tem um sabor suave e queima a uma temperatura relativamente elevada. O amendoim também é usado para a alimentação de aves de jardim. Os amendoins têm uma variedade de usos finais industriais. Tintas, vernizes, óleos lubrificantes, roupas de couro, polidor de móveis, inseticidas e nitroglicerina são feitos de óleo de amendoim. Alguns processos de saponificação utilizam óleo de amendoim, assim como a produção de diversos cosméticos. A porção de proteínas do óleo é usado na fabricação de algumas fibras têxteis.
As cascas de amendoim são aproveitados na fabricação de plástico, gesso, abrasivos, e combustível. Eles também são usados para fazer celulose (rayon e utilizado em papel) e mucilagem (cola). A parte aérea da planta de amendoim é utilizada para fazer feno. O bolo de proteína (farelo de bagaços), resíduo do processamento do óleo, é usado na alimentação animal e como fertilizante do solo. Também pode ser usado, como outros legumes e grãos, para fazer um leite sem lactose, como bebida, o leite de amendoim.
O amendoim pode ser usado para suprir as necessidades diárias de proteína que nosso organismo necessita, porém é necessário combiná-lo com outros alimentos tais como: cereais integrais (supre a deficiência de metionina), legumes (supre a deficiência de lisina e treonina) ou com levedura de cerveja (supre a deficiência de metionina e treonina) (Pamplona, p. 235) [4]. O amendoim é pobre em metionina, lisina e treonina, por isso esse cuidado (ibid.) [4].
Utilização na América Latina |
A Argentina é a maior produtora de amendoim na América Latina e a 9ª maior do mundo. No Brasil, se produz um doce à base de amendoim pastoso, fécula de mandioca e açúcar, conhecido como paçoquinha. Na Colômbia, a semente é consumida de diversas formas: frito (cristalizadas, frito com e sem casca, com e sem sal), torrados, com ou sem casca, e cristalizada. Neste último caso, cristalizadas caramelo, vermelho é a cor vermelha natural da casca. Ele também é usado para fabricar o Nougat de Amendoim embebido em caramelo.
No Chile, é normalmente vendido como um lanche, preparado ou industrial, de artesanato ou em estações de serviço, também em supermercados, quiosques e lojas de conveniência, entre outros. Além disso, em quase todos os cantos das áreas do centro turísticas ou comerciais. Cuba também o tem como um alimento bem popular, sendo vendido nas ruas pelos chamados "Manisero", que torram as sementes e as vendem embaladas nos famosos "cones de amendoim", popularizado pela canção de Moisés Simons, "El manisero"
Na Espanha, a semente é consumida crua ou assada, então chamada de "Panchito", embora seja geralmente conhecido popularmente como "cacahuetes" ou "cacau". Nas Ilhas Canárias são chamados de Maní. No México, é comum encontrá-los em diferentes formas, como aperitivo ou lanche (salgado,tipo japonês, caramelizados, picantes, etc.) Ou como um doce altamente nutritivo tradicional feito com amendoim e mel chamado "pé de cabra" ou "fricassé" (você também pode fazer com outras sementes, sementes de abóbora) e, até mesmo, como marzipã de amendoim. Ele também é usado para preparar vários pratos, como frango ao molho de amendoim.
No Equador, é um alimento amplamente consumido, que tem uma forte presença em algumas províncias costeiras e da província de Manabí, onde seu uso é essencial na preparação de pratos como frutos do mar viche os pratos corviche e outros feitos com bananas. Da mesma forma, utilizada na culinária do Equador para preparar bolinhos de peixe, cozidos, guatita, etc. É comercializado como um lanche em uma escala industrial em diversas formas: sal, mel, pimenta etc.
No Peru, também é um alimento popular que pode ser encontrado em várias apresentações e preparações, confit doces e salgados artesanais e industriais com caramelo de enchimento para chocolates etc . Também é usado na preparação de um prato chamado "patinhas com amendoins." Na Venezuela e, provavelmente, em outros países, se usa amendoim com nozes e grãos diversos na decoração da mesa na véspera de Natal ou como um lanche para as crianças na escola.
Produção Mundial |
A produção mundial de amendoins no ano de 2016, de acordo com dados da FAOSTAT, foi de aproximadamente 43,9 milhões de toneladas. A China lidera como maior produtor mundial, com 37,8% do volume produzido no mundo. O ranking dos principais produtores mundiais está listado a baixo:
Produção em toneladas | |||||
Ranking |
País |
Produção (ton) |
Porcentagem |
||
---|---|---|---|---|---|
1º | ![]() |
16 624 083 | 37,80% |
||
2º | ![]() |
6 857 000 | 15,59% |
||
3º | ![]() |
3 028 571 | 6,89% |
||
4º | ![]() |
2 578 500 | 5,86% |
||
5º | ![]() |
1 826 000 | 4,15% |
||
6º | ![]() |
1 572 407 | 3,58% |
||
7º | ![]() |
1 040 077 | 2,36% |
||
8º | ![]() |
1 001 113 | 2,28% |
||
9º | ![]() |
747 677 | 1,70% |
||
10º | ![]() |
719 000 | 1,63% |
||
11º | ![]() |
564 785 | 1,28% |
||
Total | 43 982 066 | 100% |
O valor bruto da produção mundial, no ano de 2016 foi de aproximadamente US$ 26,84 bilhões.[5]
Referências
↑ abcdefghi Duarte, Amílcar (2008). «Amendoim – A «Noz Subterrânea». Cultivo em Aljezur.». Al-Rihana, 4:23-41
↑ ab FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.104
↑ Santos, Roseane. «Fenologia, reprodução e crescimento de genótipos de amendoim no Nordeste brasileiro» (PDF). Pesquisa em andamento. Consultado em 10 de agosto de 2014
↑ ab Roger, Jorge Pamplona (2015). O Poder Medicinal dos Alimentos. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira. 272 páginas. ISBN 85-345-0979-4
↑ «FAOSTAT». www.fao.org. Consultado em 25 de maio de 2018
TYGk11EhQRMMX,k,bTdDsVmZs C6UJjx9jHu aTAV,oo5qlisxq14 mZMe