Censura









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Na Roma Antiga, censura era o cargo ou a função de um censor. Este artigo está relacionado com o controle sobre a imprensa e outros meios informativos.










































Censura (do latim censura) é a aprovação ou desaprovação prévia de circulação de informação, visando à proteção dos interesses de um Estado ou grupo de poder.[1] A censura criminaliza certas ações de comunicação, ou até a tentativa de exercer essa comunicação. Consiste em qualquer tentativa de suprimir circulação de informações, opiniões e até formas de expressão, como a arte.




Índice






  • 1 Descrição


  • 2 Análise da utilização da censura


  • 3 Listas de obras censuradas


  • 4 Ver também


  • 5 Referências


  • 6 Ligações externas





Descrição |


O propósito da censura está na manutenção do status quo, evitando alterações de pensamento num determinado grupo social e a consequente disposição de mudança de paradigmas políticos ou de comportamento. Desta forma, a censura é muito comum entre alguns centros de influência, como certos grupos de interesses (lobbies), instituições religiosas e governos, como forma de fazer a manutenção do poder ou constituir hegemonia. A censura procura também evitar que certos conflitos e discussões se estabeleçam na sociedade, pelos mesmos motivos anteriormente expostos.




Hipotética versão censurada da famosa pintura "O Nascimento de Vênus", de William-Adolphe Bouguereau.


A censura pode ser explícita ou institucionalizada, no caso de estar prevista na lei, proibindo a informação de ser publicada ou acessível, após ter sido analisada previamente por uma entidade censora que avalia se a informação pode ou não ser publicada (como sucedeu na ditadura portuguesa através da Polícia Internacional e de Defesa do Estado; ou nos Anos de Chumbo brasileiros), ou pode tomar a forma de intimidação governamental ou popular, onde as pessoas passam a ter medo de expressar ou mostrar apoio a certas opiniões, com medo de represálias pessoais e profissionais e até ostracismo; nesse caso o modus operandi dessas instituições se assemelham a certas tipos de terrorismo.[2]


Pode também a censura ser entendida como a supressão de certos pontos de vista e opiniões divergentes, através da propaganda, contrainformação ou manipulação dos meios de comunicação social. Esses métodos tendem a influenciar a opinião pública de forma a evitar que outro sistema de deias, que não o dos grupos dominantes, tenham receptividade.


Formas modernas de censura incluem limitações infligidas ao acesso a certos meios de comunicação, ao modo de atribuição de concessões de rádio e televisão por agências reguladoras ou a critérios editoriais discricionários, segundo os quais um jornal, por exemplo, pode não noticiar determinado fato ou conteúdo.


Muitas vezes, a censura de governos se justifica em termos de "proteção do público", mas, na verdade, esconde uma posição que submete artistas, intelectuais e grupos de movimento social ao poder do Estado. A aclamada obra de distopia política de George Orwell, 1984, trata da censura governamental com bastante precisão, inclusive com a retratação de um ministério fictício do Estado da obra, conhecido como "Ministério da Verdade",ironicamente responsável pela falsificação de documentos históricos e literários que possam servir de referência ao passado do país, de forma que ele sempre condiz com o que o establishment propaga como verdade; um exemplo de revisionismo histórico e propagação de desinformação.


Com os recursos e o advento da Internet(que avançou por vários meios independentes e majoritariamente sem fronteiras geográficas), notoriamente conhecida por protagonizar políticas de livre conteúdo, e com seu fácil acesso a dados e a sistemas de partilha de ficheiros peer-to-peer - como a Freenet - os meios para instituição de censura foram em geral bastante prejudicados, apesar de haverem ocorrências mesmo dentro da rede.


A convivência quotidiana com a censura pode suscitar, entre os produtores culturais e formadores de opinião, uma atitude de defesa bastante corrosiva - a autocensura, que consiste em evitar a abordagem de certos assuntos ou a não expressar opiniões que possam gerar situações de confronto com o poder.



Análise da utilização da censura |



  • Censura em Portugal

  • Censura na Internet

  • Censura na Venezuela

  • Censura no Brasil



Listas de obras censuradas |


  • Livros banidos


Ver também |



  • Conglomerado de mídia

  • Departamento de Imprensa e Propaganda

  • Espiral do silêncio

  • Estado policial

  • Intercâmbio Internacional de Liberdade de Expressão

  • Politicamente correto

  • Repressão política



Referências




  1. ↑ FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 380.


  2. ↑ SCURO NETO, Pedro (2010). "Sistemas de comportamento criminoso. Crime político (terrorismo)". Manual de Sociologia Geral e Jurídica. Introdução ao estudo do Direito, instituições jurídicas, evolução e controle social, Saraiva (7ª edição), pp. 116-117.



Ligações externas |



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Commons

O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Censura



  • Censorship of Curriculum Materials

  • The Right To Read: Censorship in the School Library

  • Challenges to and Censorship of School Guidance Materials

  • National Coalition Against Censorship


  • Liberdade de imprensa Karl Marx












  • Portal da imprensa



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