Mudança de sexo
Um peixe-palhaço do género Amphiprion: sob certas condições, muda naturalmente de sexo.
Em seres humanos, mudança de sexo refere-se à alteração das características físicas sexuais de uma pessoa, através de cirurgia ou de tratamento com hormônios (ou ambas as alternativas).[1] A expressão também é freqüentemente utilizada para descrever a terapia de mudança de sexo, ou seja, os procedimentos médicos que pessoas transexuais podem seguir, ou especificamente à cirurgia de mudança de sexo, a qual refere-se somente à cirurgia genital a qual pessoas podem submeterem-se ou serem submetidas quando crianças.
Índice
1 Uso da expressão
2 Mudança de sexo no Brasil
3 Mudança de sexo em animais
4 Referências
Uso da expressão |
Às vezes, "mudança de sexo" é também usado como sinônimo de todo o processo de mudança de papel social de gênero e os procedimentos médicos associados a ele. Visto que a mudança do papel social, isto é viver como homem em vez de viver como mulher, ou viver como mulher em vez de viver como homem, é muito mais importante do que quaisquer procedimentos médicos para a grande maioria das pessoas transexuais, esse uso é considerado inadequado. Realmente, mudanças à base de medicamentos e cirurgias são freqüentemente necessárias para tornar uma mudança de gênero legal e socialmente viável, bem como representar um impacto muito significativo na auto-estima da pessoa que opta por ela.
Para outras pessoas, a expressão "mudança de sexo" é totalmente imprecisa.[2] Em seres humanos, o sexo é geralmente determinado por quatro fatores:
- Cromossomos
Gônadas (ovários e/ou testículos)- Hormônios
Características sexuais primárias, e também às vezes, características sexuais secundárias
Nem todos estes fatores podem ser mudados, todavia:
Cromossomos não podem ser mudados.
Gônadas podem ser removidas, mas não substituídas.
Hormônios podem ser facilmente trocados
Características sexuais existentes podem, até certo ponto, ser alterados; as existentes, principalmente através de cirurgia, e as não-existentes podem ter seu crescimento induzido através de hormônios.
Por exemplo: mudar a anatomia genital masculina para uma genitália feminina de aparência e funcionamento bom ou excelente é algo complicado, mas inteiramente possível. Porém, o processo de mudança da anatomia genital feminina numa genitália masculina funcional é algo extremamente complicado e muito freqüentemente mal-sucedido; o funcionamento, na melhor das hipóteses, é limitado.
Mudança de sexo no Brasil |
Até 1997, cirurgias de mudança de sexo eram proibidas no Brasil. Pessoas que desejassem passar pela mesma eram obrigadas a recorrer a clínicas clandestinas ou, mais freqüentemente, a médicos no exterior. Neste ano, com a aprovação pelo Conselho Federal de Medicina da cirurgia de transgenitalização em caráter experimental, os casos confirmados de transexualidade puderam passar a se beneficiar da mesma. Todavia, não pode ser usada por pessoas que desejem apenas adquirir características sexuais secundárias (através de hormônios e implante de próteses de silicone): tais pessoas não são consideradas pelos serviços oficiais de saúde como "verdadeiros transexuais", mas apenas como travestis.[3]
Mudança de sexo em animais |
Algumas espécies de animais, tal como o peixe-palhaço, são conhecidas por mudar de sexo, incluindo funções reprodutivas, sob circunstâncias especiais. Um cardume de peixes-palhaços é sempre constituído por uma hierarquia com uma fêmea no topo. Quando ela morre, o macho mais dominante muda de sexo e toma o lugar dela[4] (ver hermafrodita para maiores detalhes).
Referências
↑ Sex change in WordNet. Acessado em 17 de março de 2008.
↑ Friedemann Pfäfflin, Astrid Junge. Sex Reassignment. Thirty Years of International Follow-up Studies After Sex Reassignment Surgery: A Comprehensive Review, 1961-1991 Arquivado em 3 de maio de 2007, no Wayback Machine.
↑ Pesquisa discute o direito à saúde dos transexuais in Informe ENSP, 14 de maio de 2001. Acessado em 17 de março de 2008.
↑ Peixe palhaço in Instinto. Acessado em 17 de março de 2008.